quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Só por causa do Vavá...

Eu confio muito na minha “personalidade musical”, defendo – quase que sozinho – algumas das bandas e artistas que escuto e acompanho, o Kiss é um bom exemplo disso, e por aí vão outras escolhas pessoais e isoladas: Lloyd Cole, Bob Dylan, Led Zeppelin, Stones, Beatles, etc. Outras bandas/artistas fazem parte da “soundtrack of my life” por pura influência e teimosia de amigos. O Vavá têm muitos créditos nisso. Um deles é a Steve Miller Band.

A primeira vez que eu os escutei foi com o estouro de “Abracadabra” em 1982 – eu sempre gostei do solo de guitarra, estilo “chicote”, da música. Depois disse, me recordo bem do Carlos Ricardo cantando, constantemente, “Jet Airliner”. Mas foi a insistência do Vavá que me fez descobrir mais algumas jóias, como “The Joker”, “Take the Money and Run” e aí vai. Tenho que confessar que, de todos os seus discos, o que mais escutei foi o “Born 2 Be Blue”, uma aventura no smooth-jazz que todo fã-de-carteirinha torce o nariz, mas eu gosto, pois destaca o grande estilo na guitarra dele – o cara aprendeu seus primeiros acordes, aos 5 anos, com ninguém menos que o Les Paul.

Ontem, dia 17, fui conferir, mais como uma homenagem ao meu amigo Vavá, ao show da Steve Miller Band na arena do Hard Rock Cassino. Não me arrependi, foi um belo show – obrigado Váv’s.

Existem roqueiros que são bons músicos – graças ao bom pai, não são poucos – e existem bons músicos que, também, além de outros estilos, tocam um bom rock – esses são mais raros e o Steve Miller é um deles.

Começaram o show com a fantástica “Swingtown”, emendaram “Serenade” e “Abacadabra” e depois disso mergulharam em muito blues – com direito a bons covers do Muddy Water, Bo Diddley e John Lee Hooker. Um banho de swing e strutting blues, com muito improviso. A galera mais “radical” chegou a fazer bico – queriam os clássicos e ele atendeu: pegou um violão 12 cordas e emendou um set acústico (sozinho) com alguns clássicos do início da carreira e com “The Joker” – que foi cantada por todos na arena. O set acústico foi a ponte para a parte mais “country rock” (“Dance Dance Dance” e “Take the Money and Run) que depois progrediu para a fase “space blues” com “Flight Like the Eagle”, “Junglelove” e “Rock’n’ Me”.

Uma coisa bonita: ele trocou de guitarras muitas vezes (deve ter usado umas 10), mas a cada nova ele gastava um tempo para explicar as características de cada uma delas – ele pegava cada instrumento com respeito e a devida deferência.

A banda foi excelente – apesar da ausência do Norton Buffalo (harmônica), que veio a falecer (câncer) em setembro – destacando uma figura: Sonny Charles, que foi vocalista do grupo R&B “Checkmates”, que garantiu um show a parte fazendo os backing vocals e dançando (ele têm 69 anos), confiram a figura no link a seguir: http://www.youtube.com/watch?v=kF-MH3QNxXs.

No final do ano passado, a rede de TV CBS fez uma matéria sobre o Steve Miller que vale a pena ser vista, são pouco mais de 8 minutos e consegue fazer um bom apanhado da vida do cara (não deixem de assistir):

http://vids.myspace.com/index.cfm?fuseaction=vids.individual&videoid=47075981

Valeu. Ponto pro Vavá... novamente.

Ado

sábado, 24 de outubro de 2009



Pessoal,

O meu começo como fã de “rock’n’roll” teve três bandas “pilares”: o Queen, cujo “Live Killers” foi o meu primeiro “rock album”, o Kiss e os Rolling Stones. No começo, comecei a dominar a discografia do Queen, comprei uns 3 ou 4 discos, depois disso é que comprei o meu primeiro álbum do Kiss, foi o “Destroyer”, passei a ouvir, muito, a banda. Depois vieram os Stones, mas isso é outra conversa...

O Kiss é um dos maiores sucessos comerciais da história da música – não tanto pela venda de discos, mas, muito mais pelo todo aparato comercial que os caras montaram: produtos, merchandising, vídeos e, seu grande mérito, sempre foram uma grande banda “ao vivo”, montando shows intensos, muito bem produzidos e muito divertidos.

O maior, e mais ativo, fã-clube de rock é do Kiss – o Kiss Army – tão organizado e grande que ele costumam ter 3 ou 4 convesões internacionais por ano, com direito a ter a própria banda tocando para eles.

Quem é fã do Kiss não defende os méritos musicais da banda – que existem, antes que qualquer um enfie uma faca – pois o ponto não é esse: o Kiss é diversão.

Eles estão em uma nova tour – que de nova mesmo não têm quase nada – trata-se da tour que comemora os 35 anos do álbum “Kiss Alive”, um dos maiores sucessos da banda e o “ao vivo” mais vendido na história do rock.

Quando marcaram uma data para o sul da Florida, não tive dúvida, comprei quatro ingressos e decidi comemorar meu aniversário, no show, com a Candinha a Maria Eduarda e o Pedro Henrique. Maluco? Não, bem longe disso, éramos uma das muitas e muitas famílias lá – tinha até bebê de colo pintado feito o Gene Simmons.

A Maria e o Pedro, que conhecem (desde bebês) a maioria das músicas, estavam adorando tudo – e o papai em estado de graça.

Quando as luzes apagaram, uma voz rouca grita: “Hello Fort Lauderdale, You wanna the Best, You got the Best, The hottest band in the world ... KISS !” A cortina que cobria o palco cai e no meio de fogos e explosões a banda inicia o show com “Deuce”. Louuuuucura: o Pedro pulava, a Maria dançava, a Candinha gritava e eu não sabia pra onde olhar – se para a banda ou para eles.

O show teve tudo que manda a tradição, ou melhor “o culto”: explosões, fogos, plataformas elevantes, Gene Simmons cuspindo sangue e voando, guitarras que atiram fogos, etc. Uma festa.

A Maria dançou o show inteiro, o Pedro chegou a ficar rouco, apesar de dormir depois da metade, acordou no final para cantar, em conjunto com a família, o “hino” “Rock’n’Roll All Nite (and Party Everyday)”.

Por isso repito, existem bandas que podem ser musicalmente bem superiores, mas o Rock é, antes de tudo, diversão – se essa pode ser compartilhada, num show como esse, com toda a família: não têm preço e nem idade.

We got the Best !

Beijos,

ADO

Obs: vejam os vídeos na minha página do YouTube: http://www.youtube.com/user/ces77

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Disney’s Race For The Taste 2009 – 10Km


Esse negócio de correr pegou bem, estou adorando. Não só te ocupa com um hobby extremamente saudável, como também, te envolve em eventos e situações bem divertidas.

Para minha segunda corrida, escolhi a prova de 10km chamada “Race For The Taste” que é realizada na Walt Disney World. O nome da prova é uma homenagem ao evento “Food & Wine Festival” que acontece no Epcot Center nos meses de outubro e novembro. Para mim, é a melhor época para visitar a Disney, o festival é fantástico, existem as festas de Halloween para as crianças e, normalmente, o clima é bem agradável. Normalmente, mas não nesse final de semana: a Florida está sofrendo com uma onda de calor, fora de época, que nos deixou com uma média de 36˚C na sombra. Para a corrida a coisa foi diferente, o início foi programado para as 7:00 da manhã, muito mais fresco do que o restante do dia.

Deixei a família no hotel – eles iriam me encontrar somente na linha de chegada – e, às 5:45 eu já estava no Word Wide of Sports, um complexo gigantesco de esportes que fica na entrada da Disney. Eu e uma multidão, foram 5 mil inscritos. A largada foi uma festa: rock’n roll no sistema de som, gritaria, fogos de artifício e o Pateta dando tchau, etc. O percurso passava por algumas estradas, por dentro do Disney’s Studios, pelo Boardwalk, por dentro do Epcot Center, terminando no estacionamento do mesmo. Fiz todo o percurso sem parar de correr e num ritmo superior ao meu normal. Quase na linha de chegada a Candinha e as crianças estavam fazendo a maior festa e o Pedro ficou muito impressionado que, na linha de chegada, estavam o Mickey e a Minnie para recepcionar os corredores (para ele, Pedro, estavam lá só pro “Daddy”).

Vamos ao que interessa, tempos e resultados:

- Chegaram 4.013 corredores e o meu tempo, 1h:04min:30seg foi o de número 1.325.

- O tempo médio para essa prova foi de 1h:19min:45seg.

- Dos 7 brasileiros que participaram, eu fui o terceiro.

- Se vcs se lembram, a prova de 5Km que fiz no mês passado foi completada em 33min e 40 seg. Ou seja, estou melhorando meu tempo.

-

Tenho que destacar os resultados por conta da “torcida” dos cu-nhados, que fazem críticas ao meu esforço e nos últimos tempos só têm batido recordes de levantamento de copos (vinho no caso do Tavinho; e suco de morango no caso do Mauro e Marcelo).

Valeu a pena – as crianças curtiram um monte, a Candinha ficou até emocionada e eu aproveitei bastante.

Para os mais curiosos, encontrei um vídeo postado no YouTube que reporta, de forma breve, a corrida: http://www.youtube.com/watch?v=8w7xmJJv9MA

Beijão!

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

O Fogo Inesquecível


Fogo Inesquecível...

Quando o U2 anunciou as datas e cidades dos shows da 360˚ Tour nos EUA, houve uma grande revolta na galera do sul da Florida – o único show no estado iria acontecer em Tampa, tudo por conta de conflitos com datas de jogos de futebol. Aparentemente, a produção do show precisava de, pelo menos, 5 dias para montar o evento – entendi isso depois...

Na última sexta-feira, dia 09 de outubro, com toda a família, me mandei pra Tampa – é sempre bom voltar aos EUA, isso mesmo, pois é nessas horas que a gente se lembra que Miami não está , em mente, no mesmo país. O show foi no estádio Raymond James, o mesmo onde foi realizado o último SuperBowl, a galera estava animadíssima e a grande surpresa era o palco – uma estrutura nababesca instalada no meio do gramado.

No início da década de 90, o U2 já possuía a reputação de ser uma das melhores bandas “ao vivo” e decidiu passar a ser a banda mais inovadora na produção de shows. Para tanto, contratou o arquiteto Mark Fisher, até então um desconhecido, para desenhar o palco da Zoo TV Tour. O sucesso foi imenso e a parceria entre eles continua até agora – depois da Zoo TV o Mark acabou desenhando todos os palcos/shows do U2 e para outras bandas como os Rolling Stones, Pink Floyd, Genesis, AC/DC, etc. Mais recentemente, um dos seus feitos mais famosos: os shows de abertura e encerramento dos Jogos Olímpicos de Pequim.

Para esta tour, chamada 360˚, o U2 buscou diminuir a distância entre banda e platéia, sem perder a energia dos shows de estádio. O resultado é impressionante, não haviam lugares ruins, todo mundo pode ver tudo muito bem. O palco parecia uma nave espacial em formato de garras, com estruturas móveis que permitiam o giro completo da banda – além de um telão em alta definição, também circular e móvel.
A banda adentrou ao palco ao som de “Space Oddity” do David Bowie e começa o set-list com Breathe (do último CD). O show segue privilegiando músicas mais recentes (dos 3 últimos trabalhos), sempre intercalando alguns sucessos mais antigos, alguns covers (tocaram “Stand By Me” e foi maravilhoso) e uma linda surpresa: “The Unforgetable Fire”, uma das minhas músicas favoritas e raridade “ao vivo” – realmente inesquecível.
Um momento legal/curioso: no meio do show o Bono faz uma vídeo conferência com a Estação Espacial Internacional, de onde Guy Laliberté, criador do Cirque Du Soleil, trajando um “nariz de palhaço”, fez um breve relato de sua aventura espacial. Tudo é festa!

O U2 estava mais calmo, todos são cinqüentões, havia uma postura bem tranqüila e até humilde por parte da banda – talvez fruto da “proximidade” que o show queria promover.
Musicalmente poderosos e conceitualmente inovadores, eles se confirmam como a maior e melhor banda de rock que existe – e olha que sou fã dos Stones!

Fui! ... e gostei...

Ado

Obs: na minha página do YouTube (http://www.youtube.com/user/ces77) eu estarei postando alguns vídeos. O set list completo está abaixo:


Breathe
Get On Your Boots
Mysterious Ways
Beautiful Day
I Still Haven't Found What I'm Looking For / Stand By Me
Stuck In A Moment
No Line On The Horizon
Magnificent
Elevation
Until The End Of The World
The Unforgettable Fire
City Of Blinding Lights
Vertigo
I’ll Go Crazy If I Don’t Go Crazy Tonight
Sunday Bloody Sunday
MLK
Walk On

BIZZ

One / Amazing Grace
Where The Streets Have No Name
Ultra Violet (Light My Way)
With Or Without You
Moment of Surrender

terça-feira, 15 de setembro de 2009

A primeira corrida ninguém esqueçe!



Pessoal,

Faz pouco mais do que cinco semanas que iniciei um treinamento que têm como objetivo correr uma “meia-maratona” no início de 2010. Minha preocupação principal é com o alcance das minhas corridas (e não o tempo) e já estou correndo por mais de 80 minutos (sem intervalo) por três vezes por semana (isso dá uns 10Km por vêz). Como parte do processo de treinamento, participei, no último domingo, de uma corrida aqui em Aventura: tratava-se de uma corrida de 5km, ao redor do Campo de Golfe central da cidade, saindo e chegando no Aventura Mall.
Fiquei muito feliz em completar a prova no tempo de 33minutos e 20 segundos – para mim uma vitória – mas devo, humildemente, colocar uma certa perspectiva nos números:
- Na minha categoria, Homens entre 40-44 anos, foram 7 participantes e eu cheguei em quinto, o quarto chegou quase 9 minutos antes do que eu e o sexto chegou 3 minutos depois.
- De quase 200 participantes (entre homens e mulheres), minha colocação foi 88.
- Na categoria 70-75, um senhor correu o percurso em 22 minutos (11 minutos mais rápido do que eu) - FDP.

Estou anexando duas fotos:
a) Race: foto do momento que estava passando pela linha de chegada, atentem a minha expressão séria enquanto corria, do meu lado uma das minhas concorrentes, rindo e “nem aí” para o esforço que eu estava fazendo para ultrapassá-la, do outro lado, de costas, a prefeita de Aventura.
b) Race result: foto dos resultados postados.


No início de outubro, irei participar de outra prova, só que de 10km.

Um beijão para todo mundo,

ADO

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Depeche Mode - Sept 5th 2009

Pessoal,

Música eletrônica não é a minha praia, não que desgoste, mas não é algo que eu escute regularmente. Mas tem um grande exceção: o Depeche Mode – esses eu escuto muito!

Não foi uma afinidade imediata – só os entendi melhor no início da década de 90, quando do lançamento do álbum “Violator”, CD daqueles que eu recomendo como discografia básica para qualquer mortal. Nele, está “Enjoy The Silence”, talvez uma das músicas mais lindas que conheço, uma das minhas favoritas.

O Depeche Mode está longe de ter um som festivo, mas sim carregado por uma forte introspecção, com muita sensualidade e doses de melancolia – é talvez, muito mais pesado e dark que muitas bandas de heavy metal.

Eu já havia assistido um show deles em 1994, mas por conta de uma péssimo local (o Olympia, em São Paulo) e uma terrível organização, foi uma experiência frustrante. Assim sendo, não podia perder a chance de assisti-los novamente.

A atual “Tour Of The Universe” está sendo muito comentada, principalmente pelos problemas de saúde que o cantor Dave Gahan apresentou na perna européia da mesma – um câncer na bexiga, problemas na garganta e um tornozelo quebrado, tudo isso com um cara que quase morreu, algumas vezes, por overdose (está limpo por 14 anos) e que, no auge da dependência, tentou suicido.

Eles se apresentaram no Bank Atlantic Center – que estava lotado. O lugar é perfeito: o Depeche Mode exige espaços grandes, pois, apesar da carga de introspecção, é uma música para grandes massas (por sinal este é o nome de um grande álbum deles, “Music For The Masses”).

Eles são, atualmente, um trio (Dave Gahan, Martin Gore e o Andrew Fletcher) e, ao vivo, são acompanhados pelo tecladista Peter Gordeno e pelo, EXCELENTE, baterista Christian Eigner – este é um show a parte e garantiu um som diferente e mais pesado (o seu kit de bateria têm bumbo dublo e tudo – parecia baterista de banda de heavy metal).

A produção do show foi bem interessante, com a cenografia feita por vídeos bem legais e uma iluminação bem competente. O repertório foi baseado no último CD (Sounds Of The Universe), nos trabalhos mais recentes e, é claro, tudo salpicado com os grandes sucessos da carreira. Tocaram, praticamente, tudo o que eu queria ouvir: “Behind The Wheel”, “Never Let Me Down Again”, a fantástica “Shake The Disease” e, é claro, “Enjoy The Silence”.

Tocaram muito, estavam muito empolgados – o Dave Gahan estava com um pique incrível – o Martin Gore cantou algumas canções e todas as músicas tiveram sua versão “ao vivo” bem diferente das versões originais – tudo com um bom peso e muito swing.

Foi um show incrível – enterrando a experiência ruim do show de São Paulo e fixando meu entendimento que, apesar de ícones do “eletrônico”, trata-se de uma das mais importantes bandas do rock (atual e passado). Viva eles e que o Dave Gahan tenha toda sorte do mundo com sua saúde.

Na minha página do YouTube postei alguns vídeos da noite: http://www.youtube.com/user/ces77 .

Ado

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Ouvindo o Arcade Fire...

Amigos,

Deixem-me falar do ARCADE FIRE.
Como eles mesmo preferem se auto-denominar: são uma “trupe” e não um banda. Acredito nisso também. Pois os caras vieram das ruas de Montreal, usando instrumentos antigos e pouco comuns para bandas de rock, com uma sonoridade quase que “de rua”.
A primeira vez que eu tive contato com a música deles foi em 2004, ouvindo o CD “Funeral” - gostei, mas devido à correria da vida mais adulta, acabou não “fixando”. Até que em 2005, aqui em Miami, quando fui assistir ao show da Vertigo Tour do U2, eles usaram o Arcade Fire e sua música “Wake Up” como introdução para o início do show – e eu quase cai no chão ao ouvir a American Airlines Arena, em peso, cantar a música. Foi lindo.
Se listarmos as grandes músicas pop/rock que a década atual oirginou, “Wake Up”, ma minha opinião, deveria estar disputando os primeiros lugares. Eu confesso que, em música, eu sou muito mais sensível às melodias e harmonias do que a letras - sem desmerecê-las - e, no caso de “Wake Up”, é uma daquelas músicas que consegue me “pegar de jeito”, não foram poucas as vezes que me emocionou.

No nosso fantástico mundo de múltiplas opções, vou mandar os links de 4 versões diferentes de “Wake Up”, todas são lindas, mas usem com moderação:

  1. Versão Original do CD “Funeral”: http://www.youtube.com/watch?v=DEKC5pyOKFU
  2. Versão “Ao Vivo” gravada no Festival de Glastonbury (UK) - a multidão cantando junto é muito legal: http://www.youtube.com/watch?v=Jq6M4PWKvq4
  3. Versão “Ao Vivo” com participação do David Bowie – foi em alguma cerimônia de prêmios: http://www.youtube.com/watch?v=1-wEBmLht5g
  4. Versão “De Rua” - uma gravação amadora, feita no foyer de um teatro de Londres, onde eles tinham feito um show, muito legal tbém: http://www.youtube.com/watch?v=G8QYnxIjHWg

“
Children don’t grow up,
our bodies get bigger but our hearts get torn up.
We’re just a million little god’s causin rain storms
turnin’ every good thing to rust.”

Pode até ser que eu já tenha mandado esses links, pra alguns de vcs, no passado, mas nesse caso, sempre vale repetir.

Um bom final de semana!

Ado

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Ontem - Show especial

Pessoal,

Não vou esconder, nem disfarçar a verdade e, prefiro, contarei de “bate-pronto”: ontem fui assistir ao show “American Idol – Live in Concert” no Bank Atlantic Center. E gostei... muito.

Eu respeito o programa American Idol (AI), principalmente, por ser um programa que junta a família. No nosso caso, é um programa que não só assisti, de cabo-a-rabo, com a Maria Eduarda e a Candinha, como também gerou uma série de ligações com minha mãe, irmã, sobrinhos e por aí vai. Só por isso, se destaca.
Mas existe um mérito artístico?
Resposta: como todo programa de calouros, muita coisa ruim e, algumas vezes, momentos magníficos. Eu já havia acompanhado temporadas anteriores – no ano passado houve a brilhante participação do David Cook – mas a temporada 2009 reservou uma das grandes revelações até agora: Adam Lambert.
O cara (uma bichona, mais louca que o Freddie Mercury), foi capa da revista Rolling Stones, é dono de um vocal impressionante e versátil e, marquem minhas palavras, se pensar bem nos seu próximos passos, pode ser a maior coisa a sair desse tipo de programa.
O mais interessante – o cara não ganhou. Na final, perdeu para o Kris Allen, um carinha discreto, mas que, na fase final, demonstrou ser musicalmente bem preparado e acabou ganhando por pouca diferença – foi o confronto do Freddie Mercury 5.0 vs. o James Taylor Digital.

Isso explicado e comentado, vamos voltar ao show...

Noite muito especial, estava eu saindo, muuuuito bem acompanhado: da minha gatinha, Maria Eduarda, totalmente produzida para o show. O público do show era composto por: famílias com crianças, meninas adolescentes segurando cartazes e muitos gays (as bichas mais flamejantes que eu já pude ver) – uma salada interessante.
Antes de começar o show, toda vez que o telão exibia alguma imagem do Adam Lambert, a gritaria era impressionante – e vinha de todos os “tipos” da platéia, inclusive minha filha.
O show é legal, trata-se de uma apresentação, seqüenciada, dos Top 10 finalistas dessa temporada, começando pelo décimo até o ganhador. Cada um cantava algumas músicas, intercaladas por alguns duetos e participações em grupo. As músicas, para facilitar com a platéia, são todas sucesso atuais (de outros artistas) e a Maria Eduarda conhecia todas – cantadas, com louvor, até quase perder a voz. Somente mais para o final – pois foi o segundo colocado – entra o Adam Lambert: gritaria das crianças, desmaios, cartazes das adolescentes, bichas pulando, a Maria Eduarda batendo fotos, foi uma loucura... o cara começou o set dele com “Whole Lotta Love” do Led Zeppelin e, como foi no programa, a performance é impressionante, depois disso, a magnífica versão de “Mad World” do Tears For Fears, um medley de músicas do Bowie e no final “Slow Ride” do Foghat. Uma performance totalmente teatral e técnica, com um jeitão bem “Classic Rock: - talvez isso seja o desafio maior dele - sair dessa cara “antiga” - acho que isso determinou o resultado do concurso.
Quem me surpreendeu foi o ganhador, Kris Allen, que fez uma apresentação competente e muito boa – o cara toca violão/guitarra e piano, todos muito bem, com direito a solos (guitarra e piano) interessantes. Sua performance é totalmente honesta e verdadeira – talvez o grande motivo da vitória. O público adorou.
Destaco outros três participantes: Matt Giraud, um pianista que fez uma performance explosiva; Danny Gokey, um dos melhores vocalistas a aparecer no AI e uma figura que sabe segurar uma platéia grande; Megan Joy, dona de uma voz maravilhosa e diferente, talvez seja alguém grande se sair do ambiente pop e se dedicar ao mercado mais Jazz/Alternativo.

Valeu a pena pelo momento “Pai + Filha”; valeu pela experiência e valeu pela qualidade do show. Recomendo acompanhar, de leve, alguns desses caras.

Um beijão,

ADO

Obs: Os vídeos não ficaram tão bons, estou postando somente um – a entrada do Adam Lambert e a gritaria com “Whole Lotta Love” – o link para a minha galeria do MobileMe é:
http://gallery.me.com/cesilva77#100105/Adam1

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Valeu a pena espera: Fleetwood Mac (Originalmente Postado em 24/04/2009)

Pessoal,

Espero que este e-mail encontre todos muito bem.Seja quando morando no Brasil, ou seja na fase Flórida, tive o privilégio de assistir shows e performances incríveis e, confesso, faltam poucos nomes (dois ou três) para que a minha lista seja “respeitável”. Ontem pude assistir, pela primeira vez, a banda que configurava no topo da lista das que faltavam: eu a Cândinha fomos assistir ao FLEETWOOD MAC, que estão quebrando records de público com sua UNLEASHED TOUR.Para resumir em poucas palavras: Emoção, Energia e Virtuose numa das suas formas mais sublimes. Foi incrível.
Para mim o Fleetwood Mac não foi a amor imediato – o Carlos Ricardo teve que me forçar a ouvir o Rumours (e foi “Dreams” que primeiramente me cativou) e depois o Vavá me educou a apreciar mais a voz da Stevie Nicks. Com o passar dos tempos, não só eles passaram a ser uma das minhas bandas favoritas, como passei a ter uma grande admiração por todo conjunto do trabalho do guitarrista Lindsey Buckingham – para mim, um dos músicos mais completos que já apareceram e, depois de ontem, solidificou a imagem do melhor guitarrista que pude assisitir (bye bye Eddie Van Halen, Brian May, etc). O cara não é só bom nos solos rápidos e poderosos de guitarra eleétrica (ele fez um solo de uns 7 minutos em “I’m So Afraid” que foi inesquecível) como é um mestre no violão acústico (“Big Love” é a maior prova disso). Só um registro: no início da década de 90, a banda teve que substituí-lo por um tempo e tiveram que contratar 2 (dois) guitarristas para que os solos ficassem parecidos com o que o Lindsey fazia sozinho.
O show foi muito bem produzido, com painéis que se moviam pelo palco, formando combinações de cores e formas diferentes, e o som estava perfeito (parecia CD). A banda comentou que essa tour tinha como o lema “Let’s Have Some Fun” e eles deixaram muito claro que estavam curtindo muito o que estavam fazendo e apresentando. Tocaram muito. Tanto o Lindsey como a Stevie Nicks – que já mostram os sinais da idade – estavam em uma forma e uma disposição incríveis.
O set-list foi básico, mas com algumas supresas: o show começou com “Monday Morning”, depois de alguns clássicos (Chain, Dreams, Gypsy, etc) eles tocaram a versão rápida de “Go Insane” (trabalho solo de Lindsey), fizeram também uma versão linda de “Never Going Back Again” (talvez o melhor momento do show), tocaram “Storms” do álbum Tusk (nunca tocada ao vivo antes dessa tour) e, para meu deleite e supresa, tocaram “Trouble” (outra da fase solo do Lindsey).
Abaixo, estou colando o set list completo. E vcs pode ver alguns vídeos do show de ontem na minha página do YouTube: http://www.youtube.com/user/ces77 .

Valeu a pena esperar, saímos com o coração cheio.

Um beijão para todos.
Ado


SET LIST

Monday Morning (from Fleetwood Mac, 1975)
The Chain (from Rumours, 1977)
Dreams (from Rumours, 1977)
I Know I'm Not Wrong (from Tusk, 1979)
Gypsy (from Mirage, 1982)
Go Insane (from Lindsey’s Go Insane, 1984)
Rhiannon (from Fleetwood Mac, 1975)
Second Hand News (from Rumours, 1977)
Tusk (from Tusk, 1979)
Sara (from Tusk, 1979)
Big Love (from Tango In the Night, 1987)
Landslide (from Fleetwood Mac, 1975)
Never Going Back Again (from Rumours, 1977)
Storms (from Tusk, 1979)
Say You Love Me(from Fleetwood Mac, 1975)
Troble (from Lindsey’s Law & Order, 1981)
Gold Dust Woman (from Rumours, 1977)
Oh Well (from Then Play On, 1969)
I'm So Afraid (from Fleetwood Mac, 1975)
Stand Back (from Stevie’s The Wild Heart, 1983)
Go Your Own Way (from Rumours, 1977)
World Turning (from Fleetwood Mac, 1975)
Don't Stop (from Rumours, 1977)
Silver Springs (Rumours outtake)

Arroz de Festa: Iron Maide (Originalmente Postado em 04/04/2009)

Pessoal,

Espero que tudo esteja bem por aí. Por aqui, a primavera está com cara de verão e rendendo banhos de piscina todos os dias.
Na última quinta-feira, para ricar mais um nome das lista de shows que eu faltava ver, fui ao Bank Atlantic Center, em Fort Lauderdale, para assistir ao Iron Maiden.
O Maiden é meio arroz de festa para o pessoal do Brasil, pois já deve ter visitado o país umas 7 vezes - só nessa tour, "Somewhere In Time", eles foram 2 vezes!
Mesmo assim, com todas essas oportunidades, eu nunca havia assistido um show da banda - e confesso que lamentava muito por ter perdido o show que eles fizeram no Rock in Rio 1 de 1985 - eles se apresentaram somente uma vez, no primeiro final semana, e eu só fui ao último (para ver QUEEN, YES, ACDC e outros).
Para tirar qualquer recalque, essa tour focava nos trabalhos da décade de 80, praticamente o mesmo set-list e tema do show do Rio.
No caminho para o show, uma boa surpresa: a rodovia I-95, meu caminho para o Bank Atlantic Center, passa ao lado do Aeroporto de Fort Lauderdale, e lá, devidamente estacionado perto da rodovia, estava o "Albatroz", o Boing 757, pintado com motivos da banda, que além de meio de tranporte para a tour de dois anos, foi pilotado pelo vocalista Bruce Dickson.
Sem eu saber, esse foi um show especial:
- Eles passaram por 10 cidades nos EUA no ano passado e não apareciam por aqui desde 1994. E nessa fase da tour, foi a única cidade americana.
- Como 3 dos 6 integrantes da banda moram por aqui (Boca Raton, Tampa e Fort Pierce), o Bank Atlantic Center estava cheio de bandeiras de "Welcome Home!".
- Foi o concerto de encerramento da tour (como já comentado, de dois anos).
Na platéia, tinha de tudo, adolecentes, velharia e, também, muitas crianças. O mais engraçado: os "cabeludos" de antigamente, perderam as madeixas e deixaram crescer as barrigas - como tinha gordo vestido prêto!
O show, tanto na performance, como na produção, foi tudo aquilo que eu precisava para tirar o atraso e matar o recalque - desde o início, com a maravillhosa "Aces High", como na brilhante performance de "Fear of the Dark" (com a platéia dando um show à parte), como na aparição de um EDDIE (o monstro-mascote da banda) gigantesco, que tomava o fundo do palco, na música "Iron Maiden". O Eddie voltou no bis, só que numa versão futurista e menor (durante "The Evil that Man Do").
A platéia do Iron Maiden é, com toda certeza, uma das mais apaixonadas que eu já pude presenciar - a banda é uma verdadeira religião para eles - e o show fica com uma aura incrível por conta disto.

Valeu a pena.

Um beijão,

ADO

Obs: eu postei alguns vídeos na minha página do You Tube (http://www.youtube.com/user/ces77)